28.2.12

Vai uma Antártida gelada aí?

Devido ao recente incêndio no gelo uma nova polêmica esquenta os telejornais: a forma certa de escrever é Antártida ou Antártica? Na dúvida, fique com uma Bohemia, Skol, Heineken... Em tempo: um professor de português informou no Jornal da Cultura que as duas formas estão corretas. No caso de adjetivo, prevalece antártica ou antártico, como em o "incêndio no posto antártico..." Ou geleiras antárticas... Mas, a região pode ser Antártica ou Antártida. Não entre em fria.

20.1.12

China que nos pariu?

Onde estão as feministas mundiais que não fazem movimentos permanentes contra a negação dos direitos da mulher na China? Onde estão os ecologistas que não batalham todos os dias contra um dos maiores poluidores mundiais? Onde estão as federações e sindicatos jornalísticos que não denunciam a falta de informação e a censura chinesas? Onde estão os meios de comunicação que criticam de forma oportunista o comunismo de Cuba, com olhos grandes em negócios, e nada falam do comunismo da China? A China é livre e Cuba não? Onde estão as ONGs? Onde estão os budistas, cristãos, evangélicos, muçulmanos, espíritas, afros de todas as nações, xintoístas de todas as cores? Todos desejam um pedacinho no céu chinês? Inclusive eu e você? Todos nós estamos procurando emprego na China?

17.1.12

Comunicação embromacional.

O tipo de comunicação supracitada no título destas poucas linhas, ainda não sei ao certo, acho, talvez, quem sabe, toda via, entretanto, traduza o fenômeno que leva um carioca a dizer ao outro “ a gente se liga pra marcar alguma coisa”. Isso acontece com plena ciência de que um não tem o fone do outro. E vice-versa, numa recíproca verdadeira.
E o tal beijo no coração... Argh! Lembro logo das minhas aulas de biologia e vejo uma boca melada de azul e vermelho: sangue venoso e arterial. Tão embromacional quanto, são os jargões da propaganda de varejo: “Só esta semana!”. “Preços imbatíveis!”. “Por que escolher um se você pode ter os dois?”. Este último está presente em duas campanhas diferentes, de anunciantes e agências distintos, que vi aqui no Rio, dia destes. E você é do tipo que se despede dizendo “um abração”? Por que ninguém quer mais dar um abraço? De verdade, sem embromação.

22.9.11

Cadê minha pareia?

Uma amiga tava comentando dia desses como era difícil encontrar alguém legal neste mundo sem porteira. Não qualquer alguém, mas, uma figura gente boa, amorosa, respeitosa, tesuda, que tenha algumas coisas em comum e que signifique algo mais “que um encontro casual”, como dizia Belchior. Disse pra ela que estava coberta de razão. As estatísticas comprovam... e revelam novos grupos sociais que contribuem para dificuldade do encontro: Grupo 1. Resto de feira: pessoas sequeladas por relacionamentos azedos. Grupo 2. Fast food: adeptas apenas do bandejão onde se come de um tudo e se deixar sobra paga multa. Grupo 3. Tarja Preta: pessoas neuróticas e/ou auto-suficientes.Tipo masturbação existencial. Grupo 4. Bolero 1: você quer, mas, não lhe querem. Grupo 5. Bolero 2: querem você, mas, você manda embora. De acordo com IPSQT, Instituto de Pesquisa dos Solitários e Que Tais, fora destes grupos, está sua cara-metade. Que, por não ser inteira, você dificilmente reconhece.

7.9.11

Sabão americano com aroma nazista.

" O primeiro passo para aliviar o Fardo do Homem Branco é ensinar as virtudes da limpeza. O Pear's Soap é um importante fator para clarear os cantos escuros da Terra à medida que a civilização avança..." Trecho de anúncio do sabonete americano Pear's Soap, veiculado em 1899. É a teoria da supremacia ariana pregada nas universidades e pela intelectualidade branca do Tio Sam se consolidando pela propaganda no cotidiano dos EUA, forjando o estilo de vida americano que ecoa até os dias atuais. Detalhe para reflexão: conforme informações no Wikipédia, em 1899, data do anúncio, Hitler tinha apenas um ano de idade.

23.8.11

Colesterol, garças brancas e o dia começando.


O tapete de água escura não tem uma onda, uma franja sequer. Sereno. Pontilhado de brilhos do sol. A pedra imponente, lá do alto, observa solene. E tranquila. Deixa suas secreções noturnas evaporarem com o aquecer do dia que começa. Talvez tenha feito sexo com as estrelas. Em volta do fluido tapete salpicado de garças brancas, crianças, jovens e idosos de todas as idades. Alegrias que caminham e brincam. E eu, rindo sozinho, aproveito o espreguiçar da manhã, bem cedinho, para baixar meu colesterol com mais uma caminhada na Lagoa Rodrigo de Freitas.

9.8.11

Um brinde à solidariedade!


Peço uma água com gás para amenizar os efeitos colaterais do reencontro com os amigos que vivem no Rio. Dois profissionais na mesa ao lado do balcão do Bar do Escadinha, Vila Isabel, já estão ou ainda estão tomando uma cerveja logo cedo, de manhã. Pergunto a eles qual é o melhor ônibus para ir e voltar ao Flamengo. 438! 433! Chama o garçom que ele é patrimônio histórico daqui do bairro! 434! Calma que vou ligar pra minha mulher. Amigo Pernambuco fala aqui com ela que sabe tudo de Flamengo. 433! E assim, em meio a uma conferência sobre o buzu, começo meu segundo dia na Cidade Maravilhosa, constatando que o velho espírito solidário do carioca ainda sobrevive. E resiste à indiferença dos tempos modernos.

3.8.11

Viagem...


Partida e chegada: cômodos de uma mesma casa. Morada com paredes de saudades e sonhos, de janelas com olhos para dentro e para fora. A tinta, esmaecida aqui, impregnada de recordações, tem pinceladas do que foi. A mesma tinta brilha acolá com o verniz do possível, do que será. A partida é o quarto do ontem. A chegada, do amanhã. Hoje é a porta do ser. Do ser feliz por tudo que é partida, por tudo que é chegada. Por tudo que é: presente.

20.7.11

Desengarrafe sua vida.


O comportamento humano, muitas vezes, tem enorme capacidade de multiplicar gestos, rotinas e atitudes. Uma verdadeira comunicação viral. Há poucos anos atrás, não se via a multidão com fobia de morrer desidratada que vemos hoje pelas ruas carregando suas “vitais” e babadas garrafinhas de água. Façamos então outro exercício comportamental: usar menos o carro ou mesmo deixá-lo na garagem por um mês. Garanto, por experiência própria, que o resultado é muito mais benéfico do que aqueles imaginados pelos “hidrófilos” das garrafinhas.
Acho que faz uns cinco anos que estou sem carro. Começou por condição: falta de grana. Hoje, virou opção. Todas as vezes em que penso comprar um automóvel, desisto. Por dois motivos:

1 – Vivo em uma cidade que não anda. Engarrafa.
2 – Não sou caixeiro viajante, nem preciso fazer grandes deslocamentos que não possam ser realizados a pé, minha primeira opção, de ônibus ou taxi.

Com isso, garanto alguns benefícios que valorizo cada vez mais:

1 – Não contribuo para o aumento dos engarrafamentos.
2 – Não sou mais um a jogar fumaça na nossa, minha e sua, natureza.
3 – Não gasto dinheiro com academia, pois caminho bastante.
4 – Não gasto dinheiro com gasolina, gasto com cerveja.
5 – Não gasto dinheiro com manutenção, nem com documentos. Uso a grana pra meu bem-estar ou invisto em outras necessidades.
6 – Não tenho, quase nunca, na minha rotina, o grande fator de estresse que é o trânsito engarrafado e a falta de local para estacionar. Se estou no ônibus ou taxi e pinta engarrafamento, desço e vou andando.

Experimente mudar seu comportamento. Deixe o carro de lado uma semana, um mês. Faça um teste no drive. Vamos fortalecer o Movimento dos Sem-Carro! Pense bem: por que perder tempo preso nos engarrafamentos, se você pode ganhar mais tempo e qualidade de vida? Crie sua alternativa de deslocamento: a pé, de bicicleta, dividindo carro com amigos, de ônibus... Você poderá se surpreender com as boas mudanças em sua vida.

Se gostar, multiplique esta ideia.

2.7.11

Estrofe capenga pra Allen Ginsberg.



QUERELA MESA

Olhos dizem, a cabeça nega
O convite é o esquecimento
O brinde, o adeus
A dança é um vírus
O encanto, refeição hospitalar
O desejo, um antídoto
O veneno é uma hóstia
A métrica, o caos.

6.6.11

Fisgando o olhar e a consciência.


Esta ação de marketing de guerrilha da ONG Sea Shepherd une meio e mensagem de forma criativa, impactante, como toda comunicação deve ser. A campanha denuncia morte de 172 baleias. E com certeza fisga a atenção do público para a questão. Danado se começam a fazer isto por aqui... com alguns políticos que, sem escrúpulos, jogam suas redes em nossos direitos e, muitas vezes, em nossos bolsos, sem falar da preservação da natureza.

24.5.11

O Furacão espreita.


A noite parece igual a tantas outras regadas a baseados, embaladas pelo novo som que a música folk assume. A juventude cabeça dos anos 60 se reúne para mais um concerto. Olhares, ouvidos e corações esperando versos revolucionários atiçados pela harmônica e violão.
De repente, olhares, ouvidos e corações testemunham a renovada música folk ser eletrocutada pelas guitarras do rock. Um choque não mortal, uma carga elétrica que transforma aquele som em outra criatura. Estranha. Feroz. Estridente. As raízes sonoras do quintal do Tio Sam pegam fogo.
Feito fênix, outro ser aparece das cinzas e começa a voar sobre a platéia que não compactua com aquele ritual. Urros. Vaias. Palavrões. “Traidor!” Morre ali o menestrel Bob Dylan tão idolatrado até aquela noite. Nasce para o mundo o roqueiro Bob Dylan. Acordes elétricos cospem a nova sonoridade na cara da história que ele mesmo escreveu.
Ele resgatou a velha música americana. Ele mata a velha música americana. Ele traz à luz a nova música americana. Um som planetário que impulsiona a cultura pop para um patamar nunca antes visto. Um som que muita gente não entendeu. E até hoje não entende. E ainda se pergunta: “Por que o poeta da juventude americana deixou para trás sua própria criação?” Na verdade transforma sua cria nesse furacão de energia chamado rock.
É Mr. Bob, você é um dos culpados! Esse filho bastardo de tantos sobrenomes tem a força de uma horda de deuses pagãos ensandecidos. Enfurecidos e chapados. Irreverentes. Românticos. Esta força que pode estar aí, neste momento, pulsando ao seu lado, desatento leitor. Esta massa sonora que se transforma sempre, desde aquela noite nos anos 60, que parecia uma noite comum. E vibra até esta noite. Nesta terça, 24 de maio onde seu criador faz 70 anos. Sem descanso. Alma inquieta. O Furacão não adormece. O Furacão espreita. O rock continua a pulsar. Feliz aniversário, Mr. Bob Dylan!

23.5.11

Em nome de quem?



A comunicação sempre ousada da Benetton talvez pudesse levantar reflexões na corroída Igreja Católica, tão envolvida em escândalos, entre eles a pedofilia. Ou seria padrefilia? Em nome de Deus não seria melhor enterrar a hipocrisia e deixar brotar o amor, permitindo aos seus sacerdotes e freiras exercerem este sentimento pra lá de divino? Ou será que o que acontece nos sombrios bastidores das sacristias merece a bênção de alguém? Afinal, 2011 anos depois da crucificação de Jesus Cristo não dá pra ninguém acreditar que homens e mulheres, sejam de que religião for, possam estar imunes ao amor. Vamos deixar as cores do amor, todas elas, se unirem. Ou não?
Em tempo: esta campanha é de 1992. Totalmente atual.

18.5.11

Será que andam falando de você?


A rotina de me exercitar no Parque da Jaqueira sempre me revela um fenômeno da comunicação curioso, encenado por aglomerados de "atletas" bem específicos. Dois grandes grupos de mulheres se destacam. O MC, Mulheres Coroas, que falam mal constantemente das noras e, claro, dos maridos. O outro, MN, Mulheres Novas, que largam a lenha nas sogras, nos maridos e ressaltam detalhes excitantes de alguns amigos dos maridos. Já do lado masculino, o lero da caminhada é sobre a eterna escalação burra de algum time de futebol, políticos ladrões amigos de um ou outro do grupo caminhante e... mulheres. Não as suas, as dos outros. Eu, geralmente, caminho sozinho e fico ouvindo sem querer essa resenha diária e pensando: "Será que esse povo não se toca que tem um monte de gente escutando os detalhes de sua vida privada?" Sem trocadilho! Talvez falem até de você, inocente leitor ou leitora...

3.5.11

Teste seu Q.I.


Dez perguntas tabacudas que nem toda pessoa que se acha inteligente (inclusive os publicitários) é capaz de responder:


1 – Osama Bin Laden foi target do marketing de guerrilha?

2 – Este é um país que vai pra frente (ô, ô, ô, ô, ô)?

3 – A aguardente Pitú apóia aquela mania que rima com pitu?

4 – Número 1 é Brahma, Osama ou Obama?

5 – Walmart é um muro contra invasão de marcianos?

6 – Você já listou as 1001 utilidades do Bombril?

7 – Quando você foca em um business atraente seu negócio cresce?

8 – João Paulo, ex-prefeito-que-levita do Recife, agora faz campanha pra virar santo no Vaticano?

9 – Liberdade é uma calça velha azul e desbotada?

10 – Você lembra do primeiro sutiã?

Se você acertou até 4 perguntas seu QI é semelhante ao do cara que retocou a foto de Osama Bin Laden pra ele parecer um presunto. De 5 a 7, é capaz de você ter visto um milagre de João Paulo (o prefeito). De 8 a 10: gênio. Você tem a mania que rima com Pitú: tomar uma com caju.